Rosa Sender Lang
Psicanalista. Representante do COWAP Brasil e responsável pela direção clínica e institucional do GAC. Coordena o conjunto das atividades do programa desde sua fundação, em 2021.
O GAC — Grupo de Atendimento Clínico do COWAP Brasil reúne psicanalistas, psicanalistas em formação e psicólogos voluntários, vinculados à Associação Psicanalítica Internacional (IPA), em torno da escuta analítica de mulheres, adolescentes e crianças em situação de violência intrafamiliar — em sua dimensão clínica, institucional e teórica.
Atendimento psicanalítico emergencial, gratuito e online, em até doze sessões semanais.
Escuta de crianças e adolescentes em situação de violência intrafamiliar, atravessando vínculos familiares e institucionais.
Escuta clínica de mães e bebês em situação de violência intrafamiliar, atenta aos primórdios do vínculo.
Escuta clínica de homens autores de violência, na perspectiva da clínica do traumático e da responsabilização subjetiva.
Espaço de estudo teórico e produção escrita a partir da experiência clínica dos demais grupos GAC.
Pesquisa baseada no trabalho do GAC e que sustenta a produção pública do programa COWAP Brasil.
Um grupo de psicanalistas, psicanalistas em formação e psicólogos voluntários, vinculados ao Comitê de Mulheres e Psicanálise (COWAP) da Associação Psicanalítica Internacional (IPA), dedicado à escuta analítica do sofrimento psíquico de mulheres, adolescentes e crianças em situação de violência intrafamiliar.
Gestado no contexto da pandemia de Covid-19, diante do agravamento dos casos de violência doméstica provocado pelo isolamento social. Sensibilizados por essa realidade e pela vulnerabilidade social e econômica de tantas mulheres brasileiras, organizamos, ao longo de 2020, sete encontros online com profissionais de saúde mental que atuavam na linha de frente do enfrentamento à violência.
Esses encontros deram origem, em agosto de 2021, ao primeiro grupo de atendimento do COWAP Brasil: o GAC.
Oferecer atendimento psicanalítico emergencial, gratuito e online, em até doze sessões semanais, para mulheres vítimas de violência intrafamiliar em situação de vulnerabilidade social e econômica.
Dar voz à dor psíquica dessas vítimas e promover o rompimento do ciclo de violência geracional e transgeracional.
Nosso modelo de intervenção é inspirado no método de observação de bebês de Esther Bick e se organiza em três tempos articulados.
Semanal, em formato de teleatendimento. Até doze sessões com cada paciente, gratuitas, conduzidas por profissionais voluntários da equipe do GAC.
Cada sessão é registrada com cuidado pelo profissional responsável, sustentando a memória clínica e alimentando o trabalho coletivo de elaboração.
Encontros semanais supervisionados, registrados em ata, que funcionam como espaço de continência, sustentação e elaboração para os profissionais que vivenciam o impacto emocional desses atendimentos.
A este tripé somam-se estudos teóricos semanais sobre a clínica do trauma, tendo como referência autores como Sigmund Freud, Sándor Ferenczi, André Green, Alcira Mariam Alizade, Christopher Bollas, Estela Welldon, Juan Tesone, Moty Benyakar, Patricia Alkolombre, Joshua Durban, entre outros.
Iniciamos o trabalho com a escuta de mulheres adultas e adolescentes vítimas de violência intrafamiliar.
Ao longo dos anos, em razão da diversidade cultural, linguística e étnica do Brasil, ampliamos nossa atuação para incluir mulheres negras, mulheres trans, homens, adolescentes e crianças — reconhecendo a complexidade interseccional da violência e a necessidade de revisar continuamente as teorias sobre gênero, sexualidade, racismo e preconceito.
O GAC se fundamenta na ética do cuidado, que subjaz à psicanálise — na capacidade de escuta, de empatia e de aprender com a experiência, como nos ensina Bion.
Entendemos nosso trabalho como uma clínica do traumático: uma clínica que vai além dos dispositivos clássicos da neurose, na qual o analista se coloca em posição de testemunha implicada das vivências que a paciente ainda não pôde simbolizar, oferecendo um espaço de reinscrição psíquica para o indizível.
Trabalhamos a partir de Ferenczi, para quem o trauma se constitui não apenas pelo ato violento, mas pela negação do outro-ambiente que silencia, nega ou desmente o fato.
E ampliamos essa compreensão com autores contemporâneos como Tesone e Benyakar, que entendem o trauma como acontecimento psíquico disruptivo, irrepresentável, que rompe a continuidade do Eu.
Em 2025, o GAC recebeu o Prémio da IPA – Comunidade e Mundo, na categoria Violência, com o trabalho "Violência Intrafamiliar e os Desafios de um Grupo de Atendimento e Intervenção Psicanalítica de Emergência", apresentado no 54º Congresso da IPA, em Lisboa. O prêmio reconhece o trabalho conjunto de psicanalistas de diferentes sociedades — SPRJ, SPPA, SPMS e SPRPE, entre outras — dedicadas ao atendimento de emergência em situações de violência intrafamiliar, sob coordenação de Rosa Sender Lang.
Diante do agravamento da violência doméstica na pandemia, organizamos sete encontros online com profissionais de saúde mental que atuavam na linha de frente do enfrentamento à violência.
Em agosto de 2021, é criado o primeiro grupo de atendimento do COWAP Brasil — o GAC. Atendimento gratuito e online a mulheres vítimas de violência intrafamiliar.
CIAM RJ, Projeto Borboleta (RS) e NAT-Vítimas (GO) passam a encaminhar mulheres para os atendimentos. O programa ganha alcance nacional.
O programa passa a acolher também mulheres negras, mulheres trans, homens, adolescentes e crianças, reconhecendo a complexidade interseccional da violência.
De agosto de 2021 a novembro de 2024, foram 86 mulheres recebidas pelo programa, com 69 acolhidas em atendimento por violência intrafamiliar.
Prémio da IPA (Comunidade e Mundo), categoria Violência, pelo trabalho "Violência Intrafamiliar e os Desafios de um Grupo de Atendimento e Intervenção Psicanalítica de Emergência", apresentado no 54º Congresso IPA (Lisboa).
Quatro frentes clínicas (GAC I, II, III e IV) Estudo e Escrita e a pesquisa Intervenção Psicanalítica Emergencial em andamento, sustentando o trabalho do programa.
Psicanalista. Representante do COWAP Brasil e responsável pela direção clínica e institucional do GAC. Coordena o conjunto das atividades do programa desde sua fundação, em 2021.
O GAC reúne psicanalistas, psicanalistas em formação e psicólogos vinculados a Sociedades Psicanalíticas de várias regiões do Brasil e de Portugal. Cada integrante traz a sua experiência clínica e o seu território para a escuta coletiva.
Passe o cursor sobre os pontos do mapa para ver os integrantes de cada Sociedade.
Os Grupos de Atendimento Clínico do COWAP Brasil reúnem psicanalistas em diferentes momentos de formação — em encontros semanais de supervisão e prática clínica supervisionada. Cada grupo tem foco temático próprio e segue um ritmo de trabalho construído com seus participantes.
Atendimento de adultos em situação de sofrimento psíquico, com supervisão clínica semanal em pequeno grupo.
Espaço de escuta, acolhimento e elaboração clínica para compreender e intervir nas situações de violência intrafamiliar que atingem crianças e adolescentes.
Escuta clínica de mães e bebês em situação de violência intrafamiliar, atenta aos primórdios do vínculo e aos efeitos precoces do trauma.
Escuta clínica de homens autores de violência, na perspectiva da clínica do traumático e da responsabilização subjetiva.
Espaço de estudo teórico e produção escrita a partir da experiência clínica dos demais grupos GAC — sustentando a dimensão de pesquisa e reflexão coletiva do programa.
Do trauma à representação — atendimento psicanalítico a mulheres vítimas de violência intrafamiliar.
A violência contra a mulher é, antes de tudo, um problema de saúde pública. Globalmente, uma em cada quatro mulheres jovens sofre ou sofreu violência. Na América Latina e no Caribe, essa taxa chega a 25%. No Brasil, três em cada dez mulheres vivem alguma forma de violência doméstica — psicológica, moral, física, patrimonial ou sexual.
Diante deste cenário, o GAC — Grupo de Atendimento do COWAP Brasil desenvolve uma pesquisa científica que busca analisar os efeitos do tratamento psicanalítico emergencial, online e gratuito, oferecido a mulheres vítimas de violência intrafamiliar em situação de vulnerabilidade social e econômica.
A pesquisa nasce do trabalho clínico que vem sendo realizado pelo GAC desde 2021 e tem o compromisso de transformar a experiência acumulada nesses anos em conhecimento sistemático, capaz de contribuir tanto para a clínica psicanalítica do trauma quanto para as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.
De que maneira a psicanálise pode contribuir no tratamento emergencial, por teleatendimento, de vítimas submetidas, direta ou indiretamente, a situações de violência intrafamiliar — considerando os alcances, os limites e os efeitos desse tratamento sobre a população atendida?
Objetivo geral — Analisar os efeitos do tratamento emergencial, numa abordagem psicanalítica, de mulheres vítimas, direta e/ou indiretamente, de situações de violência intrafamiliar.
Objetivos específicos — A pesquisa busca caracterizar a população atendida e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento psíquico de mulheres em situação de vulnerabilidade. Pretende identificar os fatores psicossociais e sociodemográficos que sustentam o ciclo da violência intrafamiliar, descrever o referencial teórico-clínico da psicanálise mais adequado ao manejo dessas situações emergenciais, e investigar como a agressão e a violência reverberam no processo de subjetivação das mulheres.
Quer ainda analisar os efeitos do tratamento sobre cada participante, os alcances e limites do desenho metodológico adotado, caracterizar os profissionais voluntários envolvidos e oferecer a esses profissionais um espaço de aprofundamento teórico-técnico na clínica do trauma.
Mulheres adultas (≥ 18 anos) vítimas de violência intrafamiliar encaminhadas pelas instituições parceiras do GAC; psicanalistas, psicanalistas em formação e psicólogos com atuação em clínica de orientação psicanalítica, regularmente inscritos em seus conselhos profissionais.
A análise dos dados busca observar, em cada participante:
A pesquisa se ancora em uma tradição psicanalítica que vai dos clássicos aos contemporâneos. De Freud, retoma a noção do trauma em dois tempos e a leitura social da psicanálise inaugurada em 1918. De Sándor Ferenczi, recupera a compreensão do trauma como negação do outro-ambiente — quando o adulto silencia ou desmente a experiência da criança. De Winnicott, herda a centralidade do ambiente suficientemente bom na constituição psíquica. De Bion e Esther Bick, o método de observação e a noção de continência que estruturam a metodologia do GAC.
Entre os contemporâneos, apoia-se em Juan Tesone — que pensa o trauma como acontecimento psíquico desorganizante, irrepresentável — e em Moty Benyakar — que propõe o conceito de "disruptivo" para descrever o impacto do trauma sobre o psiquismo. Dialoga ainda com Masud Khan (trauma cumulativo), René Kaës (transmissão psíquica entre gerações), Judith Butler (precariedade e violência) e Regina Herzog (a violência como negação da humanidade do outro).
Efeitos sobre a organização e autorregulação psíquica e social das mulheres atendidas.
Efetividade do teleatendimento psicanalítico como modalidade clínica; alcances e limites da abordagem psicanalítica neste contexto.
O projeto foi aprovado pela Comissão de Ética da SPMS e está em avaliação pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (CEP/FAMERP). Toda a coleta seguirá rigorosamente as diretrizes da Resolução CNS n.º 510/2016 e da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei n.º 13.709/2018).
Os dados serão publicados em formato de e-book gratuito, preservando integralmente o anonimato das participantes, e apresentados em congressos:
Esperamos contribuir com a criação de um modelo de atendimento psicanalítico que traga efetiva autonomia às mulheres, capaz de alterar os comportamentos de dependência, de romper a perpetuação do ciclo da violência e de prevenir a transmissão geracional e transgeracional do modelo intrusivo de relação violenta. A pesquisa nasce da convicção de que a escuta analítica, oferecida como acolhimento e como método, pode reinscrever simbolicamente o que o trauma deixou no corpo sem palavra.
O GAC só existe pela soma de instituições que acreditam que a escuta analítica pode transformar vidas. Conheça quem caminha com a gente, na pesquisa e na comunidade.
Estas são as instituições que viabilizam a dimensão social do trabalho do GAC, encaminhando as mulheres atendidas e atuando na rede pública de proteção e assistência. É graças a essas parcerias que o GAC alcança mulheres em situação de vulnerabilidade nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil.
Pioneiro no atendimento a mulheres vítimas de violência no Brasil. Vinculado à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro.
Vinculado aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Fórum Central de Porto Alegre e ao Poder Judiciário do Rio Grande do Sul.
Núcleo de Apoio às Vítimas, vinculado ao Ministério Público do Estado de Goiás.
Parceria com IBDFAM e Defensoria Pública de Goiás.
O GAC tem alcance nacional graças à rede de parceiros que encaminham mulheres em situação de violência intrafamiliar para o atendimento online e gratuito.
Estas são as instituições que viabilizam a dimensão científica, ética, formativa e institucional do trabalho do GAC. Sustentam a produção de conhecimento, a aprovação ética e o vínculo internacional do projeto.
Financiadora parcial do projeto de pesquisa. Sustenta a supervisão clínica com especialistas internacionais e garante a inserção do GAC na rede mundial de psicanálise.
Comitê da IPA dedicado às questões de gênero, sexualidade e violência. O GAC é o braço de atendimento clínico do COWAP no Brasil, sob coordenação de Rosa Sender Lang desde 2020.
Instituição psicanalítica proponente e responsável pela execução da pesquisa. Aprovou o projeto em sua Comissão de Ética.
Estamos abertos a novas parcerias institucionais — com órgãos públicos, organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas e psicanalíticas — que compartilhem do compromisso com a escuta e o enfrentamento à violência intrafamiliar.
Artigos do Grupo de Atendimento Clínico (GAC) em revistas científicas de psicanálise do Brasil e de Portugal. Todos os textos resultam do trabalho do GAC — vencedor do 1º lugar do Prêmio IPA na Comunidade e no Mundo 2025, categoria Violência. Os links levam diretamente às revistas oficiais (acesso aberto, quando disponível).
Lang, R. S.; Matias, D.; Cerchiari, E. A. N.; Vasconcelos, D.; Somenzi, L.; Pinto, M. R. — Revista Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI), v. 59, n. 3, p. 155–166, 2025. DOI 10.69904/0486-641x.v59n3.12.
Pinto, M. R.; Lang, R. S.; Matias, D.; Cerchiari, E. A. N.; Loch, G. H. M. — Revista de Psicanálise da SPPA, v. 32, n. 1, p. 111–121.
Cerchiari, E. A. N.; Lang, R. S.; Matias, D.; e colaboradores do GAC. Revista Portuguesa de Psicanálise (SPP), v. 45, n. 1, p. 39–57. DOI 10.51356/rpp.451a2.
Lang, R. S. e colaboradores. Revista Psicanalítica — Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ). Em fase final de publicação.
4 referências · 3 publicadas e 1 no prelo. Os links de DOI conduzem ao registro permanente do artigo no sistema internacional de identificação de publicações científicas.
Como sustentar a escuta analítica em contextos institucionais marcados pelo tempo curto, pela demanda permanente e pela exigência de produtividade? Notas a partir do trabalho do GAC 1 ao longo de 2024–2025.
Há uma pergunta que atravessa todo o trabalho dos grupos de atendimento clínico do COWAP Brasil desde sua fundação, e que retorna a cada ciclo de supervisão com uma estranha persistência. O que escutamos quando escutamos? A pergunta é evidentemente psicanalítica, mas seu rendimento clínico é maior do que parece. Ela nos arranca da ilusão técnica de que escutar seria sinônimo de captar conteúdos, decifrar mensagens, traduzir afetos em palavras já preparadas.
Em vez disso, somos lentamente levados ao reconhecimento de que a escuta é, antes de tudo, a sustentação de um intervalo — um intervalo entre o que é dito e o que se passa, entre o que se passa e o que se pode formular. É nesse intervalo que algo da clínica acontece.
Escutar não é entender. Escutar é deixar que alguma coisa, ainda sem nome, encontre um espaço onde possa repousar até virar palavra. — transcrição de supervisão, GAC 1, 14/ago/2024
Trabalhar em uma instituição é trabalhar com o que a instituição faz com o sintoma — e com o que o sintoma faz com a instituição. Nossas equipes têm encontrado, em escolas, postos de saúde e abrigos, uma forma particular de demanda: a demanda institucional de resolver. Resolver o aluno que não para sentado, a paciente que não responde ao protocolo, o adolescente que falta às consultas.
O que oferecemos, em resposta, não é uma técnica de resolução — é uma proposição de tempo. Tempo para que o caso se descole de sua moldura institucional e revele algo que só pode aparecer quando há quem o escute fora do regime de urgência. Esse deslocamento, modesto na aparência, é o que torna possível qualquer trabalho clínico digno desse nome.
A instituição não nos pede para escutar. Ela nos pede para concluir. Sustentar a escuta, ali, é um gesto político.
Em diálogo com a tradição inaugurada por Lacan e desdobrada por autores como Marie-Hélène Brousse e Christian Dunker, propomos pensar o trabalho do GAC 1 em três tempos articulados: o tempo de acolher, o tempo de sustentar, e o tempo de devolver. Cada um exige uma posição distinta do analista e produz efeitos diferentes na economia da instituição.
Não é fortuito que a maior parte dos relatos clínicos compartilhados em nossos grupos toque, em algum momento, a questão do tempo. Não havia tempo para escutá-la. O tempo da sessão acabou justo quando ela ia começar a dizer. Demorou meses até que ele pudesse falar. A clínica institucional contemporânea está densamente atravessada por essa tensão entre o tempo do sujeito e o tempo da demanda.
Um eixo que tem ganhado densidade em nossas supervisões é o do corpo do analista como ferramenta clínica. Não no sentido de uma técnica corporal — não fazemos terapia corporal —, mas no sentido de que o corpo do analista é, ele próprio, um lugar de inscrição do que acontece na escuta. Cansaço, sono, fome, irritação: tudo isso é matéria clínica antes de ser desconforto pessoal.
Este texto não conclui. Os artigos do GAC nunca concluem — apenas pausam, deixando espaço para o próximo ciclo de leituras. Mais do que uma estética, isso responde a uma convicção: o trabalho clínico é por natureza inacabado. As próximas notas serão publicadas na edição de junho da revista Cadernos COWAP, com contribuições do grupo de Escritas.
— Os autores agradecem a leitura cuidadosa de Marina Fontes, Júlio Werneck e do conjunto do GAC 1.
Mesa-redondas, seminários abertos, lançamentos e oficinas. Maioria com transmissão online ao vivo. Inscrições gratuitas, com vagas limitadas para os encontros presenciais.
"Angústia, vazio e ato". Um encontro fundamental para conectar, debater e repensar a prática psicanalítica. Tarifa antecipada com desconto vigente até 31 de julho.
Apresentações do GAC em sociedades psicanalíticas e congressos nacionais e internacionais · 2024–2025.
Sociedade Brasileira de Psicanálise de Curitiba (SBPCuritiba).
Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ). Apresentação do GAC como projeto premiado pela IPA.
Núcleo Psicanalítico do Espírito Santo (NUPES).
Corregedoria Geral da Justiça do Rio de Janeiro.
Sociedade Brasileira de Psicanálise de Minas Gerais (SBPMG).
54º Congresso da IPA — “Psychoanalysis: An Anchor in Chaotic Times”.
Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA).
Asociación Psicoanalítica Mexicana (APM).
Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul (SPMS).
Asociación Psicoanalítica Argentina (APA) — Simpósio “El Psicoanálisis del Nuevo Mundo”.
FEPAL — Federação Psicanalítica da América Latina. 15 a 19 de outubro.
Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ).
COWAP IPA · 1º evento online em português sobre o contexto da violência de gênero no Brasil.
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